PRECX | Restaurantes Sustentáveis

Na hora parece mais fácil.

Segundo Seth Godin, é normal as crianças tomarem “as decisões da hora” iniciando suas habilidades nas rápidas soluções de momento. O tempo passa e mostra que uma parte das decisões, as mais egocêntricas, geraram problemas aos outros ou ao seu próprio futuro. Ao crescer, no entanto, o círculo de solução aumenta, incluindo a família, os amigos, professores e os superiores de maneira geral. No topo das empresas, cada decisão passa a envolver seu universo todo. Em restaurantes, por exemplo, as melhores soluções envolvem os cardápios, fornecedores, colegas, equipes, associados, vizinhos e todos os clientes.

Os círculos maiores.

Quanto maior o círculo de beneficiados, mais inteligentes e duráveis se mostram as soluções. Adicionando religiões, filosofias, misticismos ou ideologias, cada solução mostra também sua base de origem e a direção que toma. Se estima que essa condição seja normal para donos de empresas, sacerdotes, professores, executivos, consultores, cientistas, políticos e líderes que influenciam ou comandam grupos de pessoas.

Só mais do mesmo.

A cultura no dia a dia da Internet, por exemplo, é um mundo de soluções da hora, geralmente leves, superficiais e, por isso, necessariamente constantes para se evitarem esquecimentos. As mídias sociais, que surpreendem cada vez mais pelas formas e cada vez menos pelos conteúdos, são na maioria das vezes inspiração para as novidades que todo mundo já sabe.

Só uma parte do cérebro.

Um outro perigo talvez seja continuar com aquelas soluções da hora, basicamente egoístas, em qualquer degrau da hierarquia da empresa. Seja pelo lucro imediato, aumento na network, perigos da concorrência, disputas internas, prestígio pessoal e outras vaidades do tipo. Para um bom administrador o grande desafio continua a ser gerenciar um sistema funcional em estado de arte, com respeito aos seus produtos, fornecedores, equipe, associados e clientes.

Um precipício pela frente.

É cada vez mais difícil ter uma lucratividade estável às custas de fornecedores, funcionários e clientes, mesmo porque as práticas de iludir enganam cada vez menos e repentinamente atrasam os negócios. Na ausência de criatividade, pode surgir a cultura do medo profissional, com seus “planos de contingência”, “transições pragmáticas” ou qualquer outra situação que só gere tensões, cortes, atraso mental e um lucro imediato cada vez menor.

E uma ponte aqui do lado.

Até o mercado financeiro reconhece que um negócio sem um componente de sustentabilidade começa a ficar caro, medíocre e arriscado. Muitas zonas de conforto já se mostram instáveis, sem horizontes e pouco adianta chamar de radicais as mudanças que são apenas naturais.

Com mais intuição e menos medo, se ativam zonas esquecidas da inteligência e de repente as soluções podem aparecer. E tudo fica mais fácil quando se vislumbra a direção a tomar.

Um bando organizado.

Para quem gosta de pensar, usar o talento e até mesmo se divertir com seu restaurante, o programa Green Kitchen é uma opção, com seus exemplos em hospitais, escolas, fábricas, condomínios, redes comerciais, hotéis e empresas diversas por todo Brasil. Tem as ações de um bando organizado, com cada um fazendo o que acha certo e sem ninguém precisar mandar.

Lento, gradual e seguro.

O medo alinhado com a preguiça mental torna os espíritos perdidos e sujeitos aos mais ilusórios enganos dos espertinhos de ocasião. É preciso sempre conferir e se certificar antes de entrar de cabeça. A sustentabilidade, por outro lado, é sua dinâmica pessoal a interagir com o mundo inteiro, aos poucos, firmemente e bem acompanhado. Procure se informar com quem já é do Green Kitchen e boa sorte com seu restaurante.

030425 . joseaurelioclaro@gmail.com

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