PRECX | Restaurantes Sustentáveis

O fracasso acontece de repente, logo após os seus sinais

Na hora parece mais fácil. Segundo Seth Godin, é normal as crianças tomarem “as decisões da hora” iniciando suas habilidades nas rápidas soluções de momento. O tempo passa e mostra que uma parte das decisões, as mais egocêntricas, geraram problemas aos outros ou ao seu próprio futuro. Ao crescer, no entanto, o círculo de solução aumenta, incluindo a família, os amigos, professores e os superiores de maneira geral. No topo das empresas, cada decisão passa a envolver seu universo todo. Em restaurantes, por exemplo, as melhores soluções envolvem os cardápios, fornecedores, colegas, equipes, associados, vizinhos e todos os clientes. Os círculos maiores. Quanto maior o círculo de beneficiados, mais inteligentes e duráveis se mostram as soluções. Adicionando religiões, filosofias, misticismos ou ideologias, cada solução mostra também sua base de origem e a direção que toma. Se estima que essa condição seja normal para donos de empresas, sacerdotes, professores, executivos, consultores, cientistas, políticos e líderes que influenciam ou comandam grupos de pessoas. Só mais do mesmo. A cultura no dia a dia da Internet, por exemplo, é um mundo de soluções da hora, geralmente leves, superficiais e, por isso, necessariamente constantes para se evitarem esquecimentos. As mídias sociais, que surpreendem cada vez mais pelas formas e cada vez menos pelos conteúdos, são na maioria das vezes inspiração para as novidades que todo mundo já sabe. Só uma parte do cérebro. Um outro perigo talvez seja continuar com aquelas soluções da hora, basicamente egoístas, em qualquer degrau da hierarquia da empresa. Seja pelo lucro imediato, aumento na network, perigos da concorrência, disputas internas, prestígio pessoal e outras vaidades do tipo. Para um bom administrador o grande desafio continua a ser gerenciar um sistema funcional em estado de arte, com respeito aos seus produtos, fornecedores, equipe, associados e clientes. Um precipício pela frente. É cada vez mais difícil ter uma lucratividade estável às custas de fornecedores, funcionários e clientes, mesmo porque as práticas de iludir enganam cada vez menos e repentinamente atrasam os negócios. Na ausência de criatividade, pode surgir a cultura do medo profissional, com seus “planos de contingência”, “transições pragmáticas” ou qualquer outra situação que só gere tensões, cortes, atraso mental e um lucro imediato cada vez menor. E uma ponte aqui do lado. Até o mercado financeiro reconhece que um negócio sem um componente de sustentabilidade começa a ficar caro, medíocre e arriscado. Muitas zonas de conforto já se mostram instáveis, sem horizontes e pouco adianta chamar de radicais as mudanças que são apenas naturais. Com mais intuição e menos medo, se ativam zonas esquecidas da inteligência e de repente as soluções podem aparecer. E tudo fica mais fácil quando se vislumbra a direção a tomar. Um bando organizado. Para quem gosta de pensar, usar o talento e até mesmo se divertir com seu restaurante, o programa Green Kitchen é uma opção, com seus exemplos em hospitais, escolas, fábricas, condomínios, redes comerciais, hotéis e empresas diversas por todo Brasil. Tem as ações de um bando organizado, com cada um fazendo o que acha certo e sem ninguém precisar mandar. Lento, gradual e seguro. O medo alinhado com a preguiça mental torna os espíritos perdidos e sujeitos aos mais ilusórios enganos dos espertinhos de ocasião. É preciso sempre conferir e se certificar antes de entrar de cabeça. A sustentabilidade, por outro lado, é sua dinâmica pessoal a interagir com o mundo inteiro, aos poucos, firmemente e bem acompanhado. Procure se informar com quem já é do Green Kitchen e boa sorte com seu restaurante. 030425 . joseaurelioclaro@gmail.com

Os dois únicos caminhos para Foodservice

Num nível mais elevado, existem apenas duas filosofias de fundo para planejamento e prática de Foodservice, com soluções bem diferentes a cada tempo, lugar ou situação. A filosofia predominante, que hoje vivemos é do Suicídio Homeopático (SH) que se caracteriza por aquele mínimo de veneno presente em cada alimento de cada refeição. Suicídio Homeopático (SH)Como as quantidades são mínimas, poucos efeitos são sentidos na hora. Se há um desconforto logo após uma refeição, a culpa é atribuída ao organismo de quem consome. Tudo começa pelo controverso glifosato, um herbicida para limpar o terreno antes do plantio, apontado de um lado por sua baixa toxidade e por outro como causador de mais de 25 doenças, em diferentes órgãos. A ele se juntam mais 1 ou 2 agrotóxicos específicos da cultura de cada alimento, como do arroz, do feijão, do milho, da soja, das folhas e por aí vai. Correndo por fora, temos os hormônios de crescimento e os antibióticos na criação intensiva de animais. Há uma piada séria que diz que ao invés de tomar um remédio para tratar uma infecção, poderia se comer um frango, que a carga de antibióticos é a mesma. Uma Trolha on the rocks.Considerando um mínimo de 2 venenos por alimento, pode-se chegar ao consagrado “Drink da Trolha” que combina entre16 a 20 micro doses de veneno por refeição, fora os refrigerantes, ultraprocessados e sobremesas. Para quem faz 3 refeições por dia, a carga anual pode levar a mais de 1.000 coquetéis, composto de 10.000 doses mínimas de veneno puro. Desses venenos, alguns são eliminados pelo metabolismo humano, outros se acumulam em algum órgão interno. De qualquer forma, nunca se ingeriu tanto veneno na história. O verdadeiro Negócio da China.Para atender a demanda de venenos para a agricultura e criação de animais, existem no Brasil centenas de produtos. Alguns são proibidos em seus países de origem, sendo que no Brasil a maioria tem generosos subsídios e nem pagam impostos. Uma vez envenenados no campo, esses alimentos, quando industrializados, recebem novos venenos com o nome de estabilizantes, antioxidantes, conservantes e congêneres. Nas cozinhas, o glutamato monossódico é um clássico das preparações culinárias. Os sucos prontos e até os bons vinhos já vêm com INS 223, vulgo metabissulfito de sódio, mas é só um pouquinho. Ultra envenenados.A palavra “ultraprocessado” que é de entendimento universal que, segundo o Guardian, foi criada em 2009 pelo epidemiologista brasileiro Carlos Augusto Monteiro e se refere “a alimentos pobres em nutrientes essenciais, ricos em açúcar, sal e propensos ao consumo excessivo. São misturas de misturas, elaboradas a partir de sobras de ingredientes, como óleos vegetais baratos, farinhas, proteínas do soro do leite e açúcares, que são então transformados em algo mais apetitoso com a ajuda de aditivos industriais, corantes, emulsificantes e outros”. https://www.theguardian.com/food/2020/feb/13/how-ultra-processed-food-took-over-your-shir aconta.opping-basket-brazil-carlosmonteiro?utm_term=68e0e21a1df97c017445a9445b3c3a35&utm_campaign=TheLongRead&utm_source=esp&utm_medium=Email&CMP=longread_email A Trolha é a conta que chega de repente.Como citado pelo escritor gastronômico americano Michael Pollan – ultraprocessados são “substâncias comestíveis semelhantes a alimentos”, associados também a cânceres de pulmão ( mesmo de quem não fuma ), ovário, mama e trato digestivo superior. A cor avermelhada das salsichas deriva de uma reação química entre nitrito de sódio adicionado a creatinina que sobrou nas sobras batidas e rebatidas do que já foi carne. Os efeitos ficam mais para o intestino, o estômago, os rins, o fígado e o sistema cardiovascular de quem consome. Só umpouquinho. Mudança de chave.A segunda filosofia, exatamente ao contrário do Suicídio Homeopático (SH), é a Sustentabilidade Alimentar, (SA) onde se lucra de várias formas protegendo os cinco elementos fundamentais da vida na Terra como o ar, a água, o solo, a flora e a fauna. É um outro mundo, sem cloro nem plástico, que procura viver com produtos naturais e preços honestos. Enquanto o SH se concentra no lucro imediato de quem opera, a SA se preocupa com a saúde de quem consome e dá lucro, o que já conta com a aprovação de 85% de seus clientes e consumidores. Você é criativo ou só fala em custos ?A transição de filosofia SH para SA é mais fácil do que parece. O Restaurante Athenas, em São Paulo, em janeiro de 2023 contatou o Marcelino, um agricultor de folhas orgânicas, fez sua previsão de compras, acertou os preços e lhe deu 3 meses para o plantio da nova produção e início de fornecimento regular. Para surpresa geral, a alface orgânica começou a chegar com uma média com 800 gramas cada pé e custava R$ 2,50, enquanto no Ceasa o pé de alface comum custava R$ 2,20, mas mal chegava a 600 gramas. Qual o mais econômico ? A sustentabilidade é mais econômica.Cada alface orgânica é maior, rende até 20% mais e diminui proporcionalmente a quantidade de unidades compradas. De quebra deve-se considerar que a alface orgânica vem com os fenóis que protegem contra doenças, é mais saudável e dura o dobro do tempo em geladeira. Esta questão simboliza a transição de SH para SA, por item, com boas e inesperadas surpresas em cada região ou empresa. greenkitchen.com.brPara orientação pode-se utilizar livremente as sugestões do site ou participar do programa, que é bem mais divertido. Além das folhas e legumes, há mais 54 sugestões de operação para trocar ideias, conferir e gerar um conjunto funcional. As soluções Green são um composto de ações mais simples, abrangentes e que dão certo. Num patamar superior, ninguém precisa ser melhor que ninguém, basta cada um ser melhor no que já é. 01 11 25 / aurelio@precx.com.br

São os erros que levam ao futuro

Quem trabalha com foodservice pensa o tempo todo no futuro, nem que seja apenas para se manter atualizado. Além do desgaste diário com a administração do próprio restaurante, se exercem outras atividades paralelas, tratando de tendências, novos sistemas produtivos, pesquisa de pratos regionais, equipamentos inovadores, ideias com consultores e, naturalmente, espionagem discreta de alguns concorrentes mais descolados. A badalação gerada pelas inovações é sedutora, principalmente porque traz prestígio a todos da casa e abre novas perspectivas na atividade. As inovações reais vêm de profissionais criativos e sem medo de errar, que fazem a história porque sabem lidar bem com os três grandes segredos da inovação: O primeiro é saber quem se beneficia da ideia original, no caso dos restaurantes, no mínimo os clientes. O segundo é corrigir prontamente o que der errado, entendendo que a teimosia em manter um erro é um erro bem maior. Tudo fica mais fácil quando se entende que toda boa ideia precisa de algum ajuste. Além de valorizar o nome da casa, o sucesso aumenta o lucro e sossega o coração do leão inovador por um tempo. Uma alegria secundária do sucesso é irritar o concorrente mais próximo, que começa criticando a novidade, para em seguida se render com uma imitação “mais aprimorada”. A imitação é uma forma enviesada de elogio, que irrita de volta o autor. Mas o certo é ficar quieto, principalmente quem já “se inspirou discretamente” numa escancarada novidade alheia. Entre os bons, errar é normal. Mas o que define mesmo um bom profissional é a forma como corrige seus erros. Enquanto alguns aprendem com a experiência, outros se preocupam em achar quem errou, para se livrar da culpa. A culpa, se houver, é só de quem manda. Há quem sustente que o erro não existe, é apenas a opinião alheia sobre cada estágio da evolução de quem faz. Mais difícil que ser melhor que o concorrente é ser melhor do que já é. E esse é o terceiro segredo. Quem trabalha em foodservice precisa imaginar o ambiente do futuro que pretende viver. É nesse passo que se imagina a continuação do mundo atual versus a opção por um mundo sustentável. Imagine-se primeiramente na continuidade do atual quadro de depredação com o ar poluído, os solos e suas águas envenenadas, a flora desaparecendo, as plantações com agrotóxico e a fauna de criação geneticamente reinventada ou bombada com hormônios. Os grandes investimentos têm mais nada a ver com saúde, educação, ciência, segurança ou bem estar. O que importa mesmo é o dinheiro que vem. Com o aumento nas escalas de produção, se aumentam também os resíduos destruidores, num quadro que piora a cada instante. As escolhas são diferentes de torcer por esse ou aquele time, porque no jogo do suicídio homeopático ninguém ganha. Estamos no finalzinho do segundo tempo, com a humanidade perdendo feio. A contagem se faz pelo que se perde com os cinco elementos da vida: o ar, a água, o solo, a flora e a fauna. Basta apenas um deles faltar, que o jogo de repente acaba. Para piorar se intensificam as formas de depredação dos elementos, com minerações destruindo rios e oceanos, exageros com aditivos químicos, queima de combustíveis fósseis, uso desproporcional de agrotóxicos, processos velados de transgenia, abuso perigoso de hormônios e enzimas sintéticas. A capacidade de recuperação que a própria natureza sempre teve, terminou na década de 80 e desde então se recupera cada vez menos. Segundo a vigilante e isenta WWF a depredação já ganha de 1,5 a 1. Essa depredação contamina também no comércio com restaurantes parados no tempo. Alguns até andam de lado, com o movimento flutuando a cada dia, falta de pessoal ou uma filosofia de trabalho que preste. As soluções derivadas do networking são superficiais, duram pouco tempo e sua repetição cansa. Bons restaurantes estão fechando, com muito investimento nas mãos de jovens que se julgam geniais, fazem muito barulho e trazem pouca luz. Sem respeito, se degeneram as cadeias de suprimentos, as instalações de preparos, os rituais de atendimento e, por fim, a confiança do cliente. Como uma opção de sobrevivência a essa realidade perigosa, o ideal de sustentabilidade está se tornando a única alternativa que ainda resiste, é coerente, tem conteúdo e transmite dignidade. Nesse universo, muitos restaurantes procuram o apoio de programas livres como o Green Kitchen e se alinham aos desejos de 85% dos seus clientes. Além de outros parceiros para trocar ideias e novos insights, cada restaurante pode tornar-se um negócio inédito com seus produtos naturais, tecnologia regional, controle nos custos, marketing naturalista e um entendimento honesto com seus clientes. Tomara que haja tempo. joseaurelioclaro@gmail.com / 290725

Os restaurantes da terceira base

Em seu início, o Starbuck procurava se colocar como a “terceira base” mais importante no dia a dia de seus clientes, um lugar tranquilo entre os outros dois, a casa e o trabalho, onde se poderia relaxar e tomar ao menos um café sossegado. Em muitos locais, o Starbuck cumpriu este seu propósito e teve um merecido reconhecimento. Começou místico, foi mudando aos poucos, mas misteriosamente ainda conserva a figura de Iemanjá em seu logo, no mundo todo. Essa “terceira base” acolheu frequentadores felizes, que batiam o ponto e se reenergizavam algumas vezes por dia, pelo menos até a pandemia chegar, quando os hábitos diários de muitos deles sutilmente mudaram. Os cafés lentamente se instalaram nas casas e nas empresas e a imensa pintura. Rica em detalhes, exclusiva de cada loja para longas contemplações dos seus clientes, foi aos poucos perdendo a força para uma epidemia que estava à espreita lá fora. Os trabalhos criativos, que exigem silêncio e concentração, de certa forma podem ser feitos em casa. Já os grupos de trabalho de coordenação, comunicação ou vendas ficam melhor nas instalações das empresas. Em ambos os lugares os momentos de café ganharam locais mais dedicados, com cafeteiras de qualidade, geladeiras com águas, sucos e gelatinas naturais com frutas. Ambientes próprios com poltronas macias também começaram a ser vistos. Os contemplativos momentos continuam, só que desta vez para conferir as mensagens do celular.Havendo conexão, pode-se trabalhar e se relacionar na empresa, em casa ou num café. A Internet em suas redes e aplicativos fundiu as funções das três e de quebra traz o mundo inteiro para nos surpreender, a qualquer hora do dia, em qualquer dia da semana, mesmo com os hábitos e preferências mudando a cada minuto. Seja lá aonde for, um local qualquer só se torna de respeito se tiver conexão. E quanto mais larga a banda melhor é o lugar. Nas atividades profissionais tudo ficou urgente, para ontem, seja de criação, como de coordenação. Todas essas facilidades da net que nos confortam por um lado nos deixam mais tensos pelo outro. A urgência, quase sempre sem necessidade, tornou-se a essência das relações profissionais. A qualidade dos produtos ou serviços está cada vez mais difícil de ser apreciada, andando a reboque de uma burocracia automática, um atraso de vida que se faz importante na medida em que incomoda sem contribuir, com Internet e tudo. Sendo ao mesmo tempo pública e privada a Internet tomou o centro de todos os lugares, com sua conexão instantânea e flashes de humor. Acabaram-se as revistas nas salas de espera dos médicos e dentistas. Instalações físicas serão necessárias somente de cama, mesa e banho e se possível com uma grande tela na parede para saber a quantas anda o mundo. A nova perspectiva chegou e até os restaurantes precisam repensar suas áreas, produtos e relações. Há tempo em que a noção de territorialidade começou a mudar. Nas fronteiras dos países quase tudo já entra e sai facilmente. A dificuldade é com pessoas, como nos portões dos mais chiques condomínios. Os restaurantes do futuro vão precisar de 7 cuidados para existir: um bom local, sua segurança – de chegada, permanência e saída -, alimentos honestos, água limpa, ar puro e atenção no atendimento. Para nós, que somos humanos e quânticos, tudo isso é maravilhoso e nada disso vem pela Internet. Exceto o apoio do programa Green Kitchen, claro. Na grande aventura do futuro, naturalmente desconhecemos aonde vamos realmente chegar ou as surpresas que teremos pelo caminho. O que importa é a gente se preparar e voltar a nossa “terceira base”, em busca de um bom espaço, um saboroso café, uma bebida gelada, um salgado, um sanduíche, um prato, um sorvete e alguém com quem possamos conversar, porque em qualquer lugar, a maior de todas as atrações ainda somos nós mesmos.

PORQUE A GREENKITCHEN É A MELHOR ALTERNATIVA

QUANDO A GREEN KITCHEN SE TORNA A MELHOR ALTERNATIVAA diferença entre as mesmas coisas.À primeira vista, uma cozinha Green é igual a uma cozinha convencional, com o mesmo cardápio, equipe e forma de atendimento. Suas instalações, no entanto, já contam com filtros para o ar que se respira e para a água que se bebe. Para evitar uso de plástico, adiciona também uma estação de higienização para os copos e xícaras de uso e reuso diário. Com ar limpo se pensa melhor.Quando o ar que se respira na cozinha fica mais puro e rico em oxigênio, a produtividade da equipe aumenta e melhora. No salão, a pureza do ar e maior presença de oxigênio melhora também o apetite natural dos clientes. O cuidado com a renovação do ar puro em ambientes fechados é uma preocupação cada vez mais constante nos restaurantes Green. Por um café mais puro.É sabido que a pureza da água interfere na qualidade de preparações como sopas, caldos, cremes, gelatinas, cafés, chás e demais bebidas diluídas ou de infusão. Em tempos cada vez mais instáveis, com inundações, deslizamentos, ventos e secas, a água encanada vinda das estações de tratamento precisa de uma nova barreira de filtragem para ter qualidade alimentar. A primeira é pela limpeza.Essa barreira é formada primeiramente por filtros de entrada, de 20 a 25 micra, que retem partículas de areia, terra e micro plástico, todos com seus fungos, bactérias e vírus agregados. Essa água, mesmo considerada insegura para alimentação, pode ser usada na lavagem de panelas, GNs, bandejas travessas, louças e talheres dos restaurantes, assim como limpar equipamentos de preparo, de produção, pisos, janelas e outros elementos da edificação. A segunda é pela saúde.Uma segunda barreira que torna a água própria para alimentação, é de filtros de 5 micra e carvão ativado, para bebedouros, caldeirões, básculas, frigideiras basculantes, fornos combinados, cafeteiras, estações de sucos e fabricadores de gelo. Para o preparo de mamadeiras e sondas, é necessário usar mais uma barreira com filtros de 0,5 micra. E depois tudo esquenta.Convém lembrar que os processos de lavagem de panelas, GNs, bandejas, travessas e caixas plásticas, sejam manuais ou por máquinas precisam usar água quente. Os utensílios dos salões, como pratos, talheres e copos são lavados a 85 / 90ºC, com pH 11, normalmente por máquinas dedicadas, dimensionadas conforme os fluxos de demanda. Uma verdade a sete chaves.Ao se eliminar os plásticos de uso único como copos, canudos, talheres e filmes, se evita a maior ingestão de microplásticos criados internamente. Além das imensas ilhas de plásticos descartados já existentes nos oceanos, há também a preocupação com a ingestão dos invisíveis nano e micro plásticos suspensos no ar, nas águas e em tudo que se toca. Fenóis ou agrotóxicos.Os fenóis contidos nos vegetais agroecológicos aumentam comprovadamente a resistência orgânica a doenças de alto contágio como gripes, covids e demais viroses. Esses fenóis simplesmente inexistem em vegetais cultivados com agrotóxicos e essa diferença tem efeito brutal para a saúde de todos. Servir vegetais com compostos fenólicos ou com venenos químicos deixou de ser uma escolha somente por economia. A altura de cada bife.O consumo de carnes e derivados é vinculada as suas condições de criação, de preferência com rações naturais, espaço amplo e abates sem crueldade. Os produtos ultra processados como embutidos, nuggets, hamburgers, patés e molhos podem ser evitados conforme sua origem, ainda mais com os perigosos aditivos de sabor, aparência ou durabilidade. O mapa da mina.A ligação dos restaurantes com os agricultores familiares ou suas cooperativas ainda está em fase de formação, mas as partes já começam a se entender em suas principais necessidades e recíprocos benefícios. Algumas nutricionistas do programa Green aproveitam espaços livres dos entornos e fazem suas próprias hortas de temperos, folhas e legumes para consumo próprio. Esse é o maior exemplo de uma atitude pessoal que aumenta a qualidade dos alimentos, melhora a moral da equipe e diminui muito os custos dos cardápios. Entre gramas e calorias.Profissionalmente, a maior beneficiária de uma cozinha Green é a própria nutricionista, quando amplia sua visão de mundo e consegue realizações com seu talento. Muitas relatam que deixaram de ser “transparentes”, na medida em que se interessaram por preservação e ações de sustentabilidade. Aos poucos se tornarem visíveis, são consultadas para questões ambientais e até participantes dos novos planos em suas empresas. Quando a sustentabilidade é geral.Uma empresa ligada ao programa ESG, por exemplo, tem no Green sua melhor oportunidade de exercício de seu pilar social, quando interage com bons fornecedores, treina a equipe e melhora sempre o atendimento aos clientes. Sempre que possível cuida bem de seu entorno e suas relações com vizinhos, comunidade e associações. O custo e o valor.O selo Green Building de sustentabilidade para arquitetura e engenharia é internacional, eleva o valor de mercado de seus empreendimentos. Ao entrar em bolsas, as empresas se valorizam pela sustentabilidade programa ESG em seus balanços. Cada restaurante Green Kitchen tem naturalmente seu valor de mercado destacado, assim como seus administradores ou nutricionistas participantes. O que falta saber.Os elementos descritos aqui são conhecidos da maioria dos profissionais do nosso ramo. Entretanto, sem a âncora de um programa de qualidade, muitas propostas ou ideias ficam soltas, sem brilho pelo tempo e se diluem nas banalidades que ninguém liga. Nos programas Green, no entanto, as ideias se tornam reais em ações ordenadas e pontuadas. Elas fazem muita diferença e todos ficam sabendo dos seus benefícios. No Green o talento aparece e o esforço compensa.Cada um escreve a sua história.

Quem se importa com o que é certo ou errado no luxo da ignorância

O senhor Toffoli, quando criança, ganhou o concurso de menino mais bonito do seu bairro, “porque além de lindo era também inteligente e honesto”, segundo a presidente da comissão julgadora, que por acaso era sua própria mãe. Assim se criou o “efeito Toffoli”, que mais tarde seus detratores ressignificaram como pura enganação. Modernamente esse efeito gerou uma modalidade nova de marketing com a categoria de greenwashing, uma crença de verdade nas maravilhas que só um mentiroso conta de si mesmo. No greenwashing é possível ver empresas com símbolos falsos se dizendo sustentáveis, sem confirmação de qualquer empresa certificadora idônea. Normalmente ela faz ao contrário do que comunica, uma mentira fácil de descobrir em tempos de internet, porque a greenwashing é basicamente uma mentira insustentável. Em 5 pontos se confere a “insustentável leveza do ser”: por poluir o ar, contaminar a água, envenenar o solo, destruir a flora ou deformar a fauna. Pode ser uma forma isolada, várias combinadas ou tudo isso junto. Em tempos de Internet,ninguém mais pode mentir sossegado. A mentir é um erro moral que incomoda cada vez mais ao consumidor e o faz perder a confiança na empresa. O mesmo erro, porém, quando judicializado pode ser absolvido num tribunal. A influência das grandes empresas nas normas e leis é poderosa e chega a pontos inimagináveis, como por exemplo a isenção de impostos na comercialização de agrotóxicos, aqueles produtos químicos banidos na maioria nos países de origem, que envenenam a micro vida do solo, contaminam as águas subterrâneas, estragam os alimentos plantados e a saúde dos consumidores que se alimentam. Ninguém mais está ileso. Não bastasse as empresas de armamentos, de química e extrações minerais em escala, algumas empresas de alimentação também ajudam a matar pessoas, na medida em que contaminam seus produtos com os outros venenos possíveis. Tudo dentro da lei, claro, é só um pouquinho para dar uma cor, um outro pelo sabor, mais um para melhorar a textura ou o tempo de prateleira e assim vai. Segundo o marketing da casa, o que importa é que as crianças adoram. “Eles podem até estar na lei, mas não podem mais dizer que não sabem o que estão fazendo”, diz abaixo a cientista climática mexicana Ruth Cerezo Mota.https://www.theguardian.com/environment/ng-interactive/2024/may/08/hopeless-and-brokenwhy-the-worlds-top-climate-scientists-are-indespair utm_source=eml&utm_medium=emlf&utm_campaign=MK_SU_SOINewsletter_UKROW_140524&utm_term=Email_ROW_v2&utm_content=variantA Por outro lado, há também o risco de empresas idôneas e sem culpa moral serem condenadas. Por via das dúvidas, parece mais econômico ser sincero. Só que para sustentar a palavra, é preciso praticar ações sustentáveis, sem sacrifício de clientes, funcionários e fornecedores. Para começar se fazem práticas alinhadas com a natureza, sem prejuízo do ar, da água, do solo, da fauna e da flora. Quando se sabe para onde quer ir, vale a pena utilizar a moderna IA e ter um poderoso instrumento para chegar a um mundo sustentável de fato. “ A tecnologia pode nos dar muitas ideias, mas não pode apontar qual é a melhor”. Christian Terwiesch. Professorde Operações – Wharton. https://oid.wharton.upenn.edu/profile/terwiesc/ PS. Aproveito para encerrar este texto com uma homenagem ao querido Emilio Alexandre Gomes que juntamente com a Silvia conduzia cada edição do Marketing Nutricional e de quebra me brindava com seu humor e honestidade em muitas tardes de Sábado, num café do Center 3. Ele se foi, mas deixa uma jornada de trabalho focado e íntegro. Todos que conviveram com o Emílio certamente desejam que esteja em paz e nos inspirando na continuidade do seu legado. Um abração, amigo !

Um restaurante de volta para o futuro!

As preparações para as atitudes.Além da temperatura, pulso e pressão, o médico procura obter outras informações do paciente para acertar no seu diagnóstico e tratamento. No ramo de alimentação, as pesquisas de consumo fornecem um bom panorama da situação, mas é preciso haver alguém com preparo para analisar e achar uma saída criativa, ainda mais quando o ambiente é de incertezas. Um ponto em comum para partir.Esse alguém pode ser o diretor de alimentação próprio da empresa ou um consultor externo, sendo ideal a união de ambos num mesmo projeto. A partir de um ponto comum de partida, unem seus conhecimentos, práticas e interesses nas melhores soluções. Quando esse encontro se dá em ambiente de cooperação, as soluções tendem a ser brilhantes, com energia e inspiração para todos. A ação no momento certo.Um ambiente de cooperação se forma quando os principais atores deixam suas vaidades fora das mesas de reunião, para evitar duelos de detalhes, sabotagens mútuas ou traições veladas, O que ambos precisam é concordar que no período de mudança o consultor é fundamental e depois de tudo resolvido ele precisa sair de cena. E conforme o caso ficar à disposição. Um Edsel para se lembrar.Seguir internamente somente os “dados da pesquisa” pode ser temerário para a empresa, como no episódio do Edsel, o carro da Ford que atendeu a todas as sugestões do público. Lançado em 1957 com a pompa de um “carro do futuro”, se tornou um famoso fracasso de vendas. É um case tratado em aulas da administração, havendo ainda quem diga que nem todos os itens levantados foram atendidos. A pessoa certa no lugar errado.Há quem procure um bom chef, ou um nutricionista operacional para comandar seu primeiro projeto de restaurante. Tem a mesma lógica em contratar um piloto experiente para comandar o projeto técnico do novo avião da companhia. É evidente que chefs e nutricionistas devem participar da equipe de planejamento com opções e dados funcionais, deixando a distribuição técnica dos espaços e equipamentos para os consultores ou arquitetos especializados. Um atrito com elegância.Nenhum consultor quer desagradar seu cliente, mas tem que deixar claro as suas posições, sob o risco de até discordar em algum detalhe. O cliente precisa de relações honestas e argumentos voltados aos seus interesses. Como cita o mega investidor Warren Buffett ”Contrato um consultor é para fazer honestamente seu trabalho, sem o compromisso de fazer somente o que eu quero”. A grande oportunidade é uma parte do sucesso.Alguns iniciantes acreditam que uma boa oportunidade é suficiente, como um ponto num centro, num condomínio, num shopping, numa estação, numa praia, enfim, num lugar movimentado e sem muita concorrência. Os mais experientes sabem que isso é bom, mas é pouco. É preciso um projeto e uma operação igualmente profissionais para aproveitar a chance. O maior vexame de um empreendimento é fracassar em uma oportunidade de ouro, o que só será revelado depois de todo investimento feito. Tarde demais. A “Caminhada da 1.a Cia” é a imagem do primeiro grupo de consultores em foodservice numa viagem técnica a Europa. Ela é uma preciosidade do tempo, cedida gentilmente pelo José Carlos Dias Reis, um ícone profissional, ainda atuante em nosso ramo.